Roaz (Tursiops truncatus):
TaxonomiaClasse: Mammalia
Ordem: Cetacea
Família: Delphinidae
Género: Tursiops
Espécie: Tursiops truncatus
Nome comum: Roaz ou Roaz- corvineiro
Características diagnosticantes: O golfinho roaz possui o corpo robusto com uma coloração cinzenta, variando do cinzento-escuro na parte dorsal até um cinzento muito claro ou mesmo branco na parte ventral. A cabeça tem um melão arredondado e apresenta um sulco vincado a separar o bico da testa. Os indivíduos adultos variam entre os 2 e os 4 m e podem pesar entre 150 a 650 kg. O tamanho dos indivíduos desta espécie varia consideravelmente com o habitat e de um modo geral, os indivíduos de águas costeiras temperadas e tropicais tendem a ser mais pequenos e com menos gordura corporal do que os indivíduos das águas pelágicas mais frias.

Reprodução: As fêmeas atingem a maturação sexual mais cedo (entre os 5 e os 12 anos) do que os machos (entre os 8 e os 14 anos). As fêmeas dão à luz uma única cria após um período de gestação de cerca de um ano e com um intervalo mínimo de dois a três anos entre nascimentos. Apesar de haver registos de nascimentos em todas as estações do ano, parecem existir picos nos meses mais quentes. O aleitamento é a principal fonte alimentar durante o primeiro ano de vida e pode prolongar-se até aos 18 meses ou mais. O investimento maternal desta espécie nas crias é elevado, podendo ir até 3 a 6 anos, com a separação geralmente a ocorrer com o nascimento de outra cria.
Estrutura social: Os roazes vivem, geralmente, em grupos pequenos (2-15 indivíduos), mas pode acontecer que muitas centenas de animais se juntem, principalmente em mar aberto. As populações desta espécie apresentam-se como comunidades flexíveis e dinâmicas cujas unidades e associações variam ao longo do tempo consoante o tipo de actividade em que os animais estão envolvidos, a idade, estado reprodutivo e as ligações familiares dos indivíduos.
Na Madeira é possível observar esta espécie durante todo o ano, havendo no entanto um aumento no número de avistamentos na Primavera e no Verão que se deve essencialmente à passagem de grupos transeuntes. Estudos de foto – identificação efectuados pelo Museu da Baleia apontam para a existência de indivíduos a utilizar regularmente estas águas, não estando ainda estabelecido se se trata de uma residência sazonal ou anual permanente.
Estatuto de conservação: Actualmente, o estatuto de conservação desta espécie para a RAM é Pouco Preocupante (LC - Livro Vermelho dos vertebrados de Portugal, ICN 2005). A nível internacional o estatuto estabelecido pela IUCN em 1994 é Informação Insuficiente (DD). Esta espécie está incluída no Anexo II da Directiva Habitats.





