Roaz (Tursiops truncatus):

Taxonomia
Classe: Mammalia
Ordem: Cetacea
Família: Delphinidae
Género: Tursiops
Espécie: Tursiops truncatus
Nome comum: Roaz ou Roaz- corvineiro

Características diagnosticantes: O golfinho roaz possui o corpo robusto com uma coloração cinzenta, variando do cinzento-escuro na parte dorsal até um cinzento muito claro ou mesmo branco na parte ventral. A cabeça tem um melão arredondado e apresenta um sulco vincado a separar o bico da testa. Os indivíduos adultos variam entre os 2 e os 4 m e podem pesar entre 150 a 650 kg. O tamanho dos indivíduos desta espécie varia consideravelmente com o habitat e de um modo geral, os indivíduos de águas costeiras temperadas e tropicais tendem a ser mais pequenos e com menos gordura corporal do que os indivíduos das águas pelágicas mais frias.
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Habitat e distribuição: O roaz pode ser encontrado nas águas temperadas e tropicais de todo o mundo, quer na proximidade das costas, quer em mar aberto. É o mais conhecido de todos os golfinhos pois a sua capacidade de adaptação à vida em cativeiro facilitou muito o seu estudo. É incrivelmente adaptável, podendo ocorrer numa variedade de habitats marinhos e estuarinos e, inclusive em rios. Actualmente estão considerados dois ecótipos para esta espécie: uma forma pelágica, comum em águas mais profundas ou junto a ilhas oceânicas, e uma forma costeira, que habita estuários ou baías. Esta última pode formar agregados que habitam de modo sedentário ou residente em áreas costeiras restritas.
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Distribuição global (Wells and Scott 2002)

Alimentação: O golfinho roaz alimenta-se de uma grande variedade de presas sendo considerada uma espécie oportunista. Apesar disso, pode mostrar preferência por algumas famílias de peixes, como a das tainhas, cavalas e roncadores, quando a disponibilidade de presas o permite. Da sua dieta fazem parte várias espécies de peixes pelágicos e bentónicos, cefalópodes e crustáceos.

Reprodução: As fêmeas atingem a maturação sexual mais cedo (entre os 5 e os 12 anos) do que os machos (entre os 8 e os 14 anos). As fêmeas dão à luz uma única cria após um período de gestação de cerca de um ano e com um intervalo mínimo de dois a três anos entre nascimentos. Apesar de haver registos de nascimentos em todas as estações do ano, parecem existir picos nos meses mais quentes. O aleitamento é a principal fonte alimentar durante o primeiro ano de vida e pode prolongar-se até aos 18 meses ou mais. O investimento maternal desta espécie nas crias é elevado, podendo ir até 3 a 6 anos, com a separação geralmente a ocorrer com o nascimento de outra cria.

Estrutura social: Os roazes vivem, geralmente, em grupos pequenos (2-15 indivíduos), mas pode acontecer que muitas centenas de animais se juntem, principalmente em mar aberto. As populações desta espécie apresentam-se como comunidades flexíveis e dinâmicas cujas unidades e associações variam ao longo do tempo consoante o tipo de actividade em que os animais estão envolvidos, a idade, estado reprodutivo e as ligações familiares dos indivíduos.

Na Madeira é possível observar esta espécie durante todo o ano, havendo no entanto um aumento no número de avistamentos na Primavera e no Verão que se deve essencialmente à passagem de grupos transeuntes. Estudos de foto – identificação efectuados pelo Museu da Baleia apontam para a existência de indivíduos a utilizar regularmente estas águas, não estando ainda estabelecido se se trata de uma residência sazonal ou anual permanente.

Estatuto de conservação: Actualmente, o estatuto de conservação desta espécie para a RAM é Pouco Preocupante (LC - Livro Vermelho dos vertebrados de Portugal, ICN 2005). A nível internacional o estatuto estabelecido pela IUCN em 1994 é Informação Insuficiente (DD). Esta espécie está incluída no Anexo II da Directiva Habitats.
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