Baleia Piloto (Globicephala macrorhynchus):
Taxonomia
Classe: Mammalia
Ordem: Cetacea
Família: Delphinidae
Género: Globicephala
Espécie: Globicephala macrorhynchus
Nome comum: Boca – de – panela ou Baleia – piloto – tropical
Classe: Mammalia
Ordem: Cetacea
Família: Delphinidae
Género: Globicephala
Espécie: Globicephala macrorhynchus
Nome comum: Boca – de – panela ou Baleia – piloto – tropical
Características diagnosticantes: A baleia – piloto – tropical possui o corpo robusto com uma coloração geral cinzento-escuro a negra, e com uma mancha clara atrás da barbatana dorsal. A cabeça é arredondada e com um melão proeminente, mas sem bico bem definido. A barbatana dorsal é pouca elevada, arredondada e com base de inserção muito larga, situada na região anterior. Esta forma um ângulo obtuso com a região dorsal anterior. Animais mais corpulentos do que qualquer outra espécie de golfinhos. A extremidade das barbatanas peitorais não ultrapassa a base da barbatana dorsal.


Habitat e distribuição: Esta espécie habita todas as águas tropicais, subtropicais e temperadas. O seu limite Norte no Atlântico está demarcado aproximadamente pela latitude 39º N, entre a França e os EUA, incluindo os arquipélagos das Canárias, da Madeira e dos Açores. Não está descrita para o Mediterrâneo e a latitude 34º S marca aproximadamente o limite Sul de ocorrência no Atlântico (ver figura com o mapa de distribuição). No arquipélago da Madeira esta espécie tem sido observada ao longo de todo o ano principalmente em águas cujas batimétricas variam entre os 1000 e os 2000m. É também regularmente observada em águas oceânicas, mais afastadas das águas costeiras do arquipélago da Madeira.

Distribuição Global da Baleia – piloto – tropical (Taylor et al, 2008)
Alimentação: A sua dieta é baseada em cefalópodes pelágicos apesar de ocasionalmente consumirem peixe (até 45kg por dia). É conhecida por efectuar mergulhos profundos (podendo ultrapassar os 1000m de profundidade) para alimentação.
Reprodução: A maturação sexual ocorre por volta dos 10 anos. As fêmeas dão à luz uma única cria, após um período de gestação de 15 meses com um intervalo mínimo de 5 a 8 anos entre nascimentos. Na Madeira parecem existir picos de nascimentos nos meses mais quentes. O aleitamento é a principal fonte alimentar durante o primeiro ano de vida da cria. O investimento maternal desta espécie nas crias é elevado, sendo no mínimo de 2 anos, e no caso de ser a última cria pode ir até aos 15 anos.
Ecologia: Espécie gregária, frequentemente em grupos de alguns até várias dezenas de indivíduos. Podem apresentar segregação sexual e de maturidade. Algumas vezes formam grupos mistos com roazes. Estimativas da abundância relativa de G. macrorhynchus, através de censos náuticos, para o NE Atlântico estão apenas descritas para a Madeira, através do anterior projecto CetaceosMadeira LIFE99 NAT/P/006432, Documento A, e para os Açores. Contudo, a escassez de dados não nos permite estimar tamanhos de populações. Recentemente, o trabalho de foto - identificação iniciado no projecto LIFE supracitado e continuado nos projectos MACETUS MAC/4.2/M10 e EMECETUS 05/MAC/4.2/M10 sugere uma presença regular de grupos de baleia–piloto–tropical nas águas do arquipélago da Madeira. Dados recentes recolhidos no âmbito do projecto MACETUS mostraram movimentos de indivíduos desta espécie entre a Madeira e as Canárias. Actualmente, o estatuto de conservação desta espécie para a RAM é "Pouco Preocupante" (LC-Livro Vermelho dos vertebrados de Portugal, ICN 2005). A nível internacional o estatuto estabelecido pela IUCN em 1994 é Baixo Risco / Dependente de Conservação. Esta espécie está incluída no Anexo IV da Directiva Habitats.
Reprodução: A maturação sexual ocorre por volta dos 10 anos. As fêmeas dão à luz uma única cria, após um período de gestação de 15 meses com um intervalo mínimo de 5 a 8 anos entre nascimentos. Na Madeira parecem existir picos de nascimentos nos meses mais quentes. O aleitamento é a principal fonte alimentar durante o primeiro ano de vida da cria. O investimento maternal desta espécie nas crias é elevado, sendo no mínimo de 2 anos, e no caso de ser a última cria pode ir até aos 15 anos.
Ecologia: Espécie gregária, frequentemente em grupos de alguns até várias dezenas de indivíduos. Podem apresentar segregação sexual e de maturidade. Algumas vezes formam grupos mistos com roazes. Estimativas da abundância relativa de G. macrorhynchus, através de censos náuticos, para o NE Atlântico estão apenas descritas para a Madeira, através do anterior projecto CetaceosMadeira LIFE99 NAT/P/006432, Documento A, e para os Açores. Contudo, a escassez de dados não nos permite estimar tamanhos de populações. Recentemente, o trabalho de foto - identificação iniciado no projecto LIFE supracitado e continuado nos projectos MACETUS MAC/4.2/M10 e EMECETUS 05/MAC/4.2/M10 sugere uma presença regular de grupos de baleia–piloto–tropical nas águas do arquipélago da Madeira. Dados recentes recolhidos no âmbito do projecto MACETUS mostraram movimentos de indivíduos desta espécie entre a Madeira e as Canárias. Actualmente, o estatuto de conservação desta espécie para a RAM é "Pouco Preocupante" (LC-Livro Vermelho dos vertebrados de Portugal, ICN 2005). A nível internacional o estatuto estabelecido pela IUCN em 1994 é Baixo Risco / Dependente de Conservação. Esta espécie está incluída no Anexo IV da Directiva Habitats.






